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30 maio, 2013

Iris Zero

O mundo convive com uma realidade nova. De repente, começaram a nascer pessoas com poderes, o que, aos poucos foi se alastrando e, hoje, praticamente toda menina e menino tem um poder especial chamado Iris. Toru é um dos poucos que não possui nenhum tipo de poder especial, por isso, desde pequeno, ele é maltratado pelas outra crianças.
 Depois de muito sofrer, Toru encontrou uma solução para seus problemas, chamada: "baixa exposição" - Viver sem se destacar. E vem vivendo desse jeito já há um bom tempo, mas sua vida escolar pacífica muda de uma hora pra outra quando ele recebe uma "confissão" da garota mais popular da escola, Sasamori.

Oii, galerinha maneira!

Hoje venho falar de um mangá que comecei a ler clicando aleatoriamente no meu site preferido de ler mangás online, www.mangafox.com, (poxa, algum dia devia cobrar pela propaganda!): Iris Zero.

Li tudo de uma vez só! Gostei muito mais do que achei que gostaria, me surpreendeu de forma positiva.   Bastante interessante! Um shoujo (romance) com magia e distribuição grátis de histórias trágicas para 80% dos personagens!

A proposta me chamou bastante atenção; quer dizer, normalmente é aquele único garoto diferente que ganha poderes especiais e sofre bullying, muitas vezes inclusive por causa desses poderes, que o afastam ainda mais da possibilidade de ter uma vida normal (*cof cof* Homem- Aranha *conf cof*). Ou talvez ainda, aquela pessoa em um universo mágico que parece não ter poder algum, ou algum tipo de magia risível, mas na verdade tem um dos poderes mais fortes e importantes de toda a história daquele universo (como a Louise em Zero no Tsukaima, ou a Mikan em Gakuen Alice)!

Nesse caso, não. Toru Mizushima realmente não tem nenhum poder milagroso. Ele é um garoto normal, um
tanto introspectivo, e muito, muito, muito sensível. E não estou dizendo que ele adora comédia romântica e chora por tudo, estou dizendo que ele é o Shakespeare dos sentimentos! Por ser muito atento e perceptivo, consegue compreender com certa facilidade os sentimentos das pessoas a sua volta e perceber quais são seus problemas pelos mínimos sinais que dão.  Apesar de se preocupar bastante com os outros, faz de tudo para não demonstrar.

Já Koyuki  Sasamori é muito bonitinha! No mesmo estilo de Tohru (Fruits Basket), Mikan (Gakuen Alice), Mitsuki (Full Moon Wo Sagashite), Sakura (Sakura Card Captors) e inúmeras outras personagens
extremamente boas de coração que sempre sabem a coisa certa a dizer para curar o coração de alguém. Por se importar muito com os outros, sempre se mete onde não é chamada e acaba arrastando principalmente Toru, mas também seus outros amigos, para resolver tudo isso. Não, é, porém, inerte. Diferente de muitas dessas personagens “boazinhas”, é ativa e sabe se impor quando quer!!

Hijiri é o melhor amigo de Toru. Sabe aquele melhor amigo implicante, irônico e divertido, que está sempre sorrindo e animado, mas tem uma mancha negra e uma grande tristeza no seu passado (como praticamente to-do personagem nesse mangá)? Então, é ele. Tem a ver com o seu poder, mas não vou dizer qual éeee, La lala lalala!

Asahi Yuki consegue ver mentiras. Melhor amiga de Sasamori, não é amiga de muitas outras pessoas, pois já viu tanta gente mentindo que, aos poucos, foi se decepcionando cada vez mais com os outros. É uma personagem forte, daquelas que se estressa o tempo todo e ela te dar um fora é a forma fofa dela dizer que te ama *cof cof* Tsundere *cof cof* : e ah, claro, diz tudo na lata!

Nanase Kuga é uma menina tímida e confusa que teve um passado familiar complicado e vive em uma crise emocional graças aos seus confusos sentimentos.   Seu poder é bem legal (!), mas já lhe trouxe muitos problemas.

Harumi Tokita é aquele personagem sério de óculos, amigo de infância da Kuga (e que amigo dedicado, hein?).  Ele tem um poder que toda fofoqueira dedicada sonha em ter: ele consegue ver em setas quem gosta de quem!  Sabe aquela coisa de fulaninho gosta de mariazinha que é apaixonada por sicrano? Então, ele vê todo dia essas novelas! O problema é que ele está completamente apaixonado pela Kuga e ela.. bem, ela gosta de outro.

Possíveis casais:

Falando em romace, sobre os pares.. acho que vai rolar um mix bonito no grupo!
O casal principal, Sasamori e Toru, se mantêm; já os possíveis casais secundários estão começando a se confundir..

DESABAFO: No início, eu queria que o Hijiri ficasse com a Asahi, que, creio eu, gosta dele.  Eles realmente fariam um casal engraçado, pois eles brigam o tempo todo!  Mas depois que Hijiri ajudou a Kuga em um problema dela e se aproximou um pouco, sinto um climinha no ar, com direito a indiretas e tudo, tão fofo! Já o Toka, mesmo apaixonado pela Kuga, conseguiu entender a Yuki quando ela precisava e teve uma percepção incomum para uma simples amizade em um dos últimos capítulos.. No final das contas, meu ship anda meio flexível, pois acho que gostaria tanto do Hijiri com a Asahi, quanto dele com a Kuga!! Estou confusaa!

Preciso de mais capítulos pra formular uma opinião! 

O problema é que o mangá está em hiatus, pois a mangaká (autora e ilustradora), Hotaru Tanaka está hospitalizada por problemas de saúde desde o início do ano passado, mas promete voltar com o mangá logo que sair do hospital!  Eu consegui ler o mangá no mês em que ele entrou em hiatus.. minha sorte é linda.

Mas a sorte de vocês já não é tão ruim assim! Há boatos de que ela já está melhorando e pretende voltar com o mangá a até mais ou menos o fim de julho.  De novo, são só boatos.

Mesmo assim, indico, porque os personagens são bem construídos e muito legais,  o desenho é bonito, e a história, emocionante!

Bjkss Pimpa

06 março, 2013

Romeo X Juliet


 O número de remakes e adaptações da tão famosa peça de Shakespeare é realmente incontável, que já foi concebia de todas as formas possíveis e imagináveis: com o Leonardo de Cáprio, garotas e garotos de 14 anos (o que.. hã.. é mais fiel a história até..), gnomos de jardim, famílias italianas donas de restaurantes de pizza, da Turma da Mônica, versões modernas, versões infantis e etc, etc, etc. 

Mas mesmo assim, não deixei de me impressionar quando me deparei com Romeu e Julieta versão anime.

Lá estava eu, vagando por meps e amvs pelo youtube, quando cliquei nesse dramático amv abaixo:

OH, NÃO! POR QUE DELETARAM UM AMV TÃO PERFEITO? 
BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!

OK. Ignorem o amv.  Mas digamos que ele é muuuuuito bom, tão bom e emocionante na verdade que me deixa morrendo de vontade de ver o anime...  Então eu vejo uma série de amvs e decido vê-lo.

Olha os cavalos que voam aí!
Na posição de “anime” muita coisa foi mudada, dando um aspecto mais anime like pra história.  Por exemplo, Verona é uma ilha flutuante, Julieta é uma justiceira que se veste de homem para enfrentar os malfeitores da cidade com sua espada, árvores brilham e os cavalos voam, mas tirando isso tá tudo muito normal.

As famílias Capuleto e Montéquio continuam sendo inimigas, uma grande diferença, no entanto, é que o vilão da história é o pai de Romeu, Montéquio, uma vez que assassinou os pais de Julieta (agora órfã) e o restante da família, tomando controle da cidade.

Romeu é um doce mais doce que batata doce!!!  Como todo Romeu que se preze, é reflexivo, sensível e imerso em um mundo de sentimentos.  Já Julieta é estlio Mulan, quer dizer, destemida e brava lutadora, mas também repleta de conflitos internos como “Quem eu sou?” e “Qual caminho devo tomar?”. 

Tem um momento no anime que, enquanto ela está lutando para a libertação do seu povo das garras do tirânico Lorde Montéquio  na cidade,  Romeu está trabalhando duro numa fazenda.  Sério.

William, ou como ele prefere ser chamado, Willy.
Além das mudanças “animescas”, alguns personagens foram acrescentados (muitos deles fazendo referência a personagens shakespearianos de outras peças), como o própio Shakespeare, diretor de um teatro amigo de Julieta – o cara é muito louco e meio diva, aposto que nosso caro William se revirou no túmulo -, ou Ofélia, depois de morta mesmo haha agora é um espírito das árvores que brilham.

Gente, é um anime. Precisa de elementos surreais, senão não tem graça.

Agora vamos a mais alguns dos personagens:
Os melhores amigos:
Benvólio e Cordélia.
Benvólio é o amigo “grilo falante” de Romeu: sensato, educado e equilibrado.  Com paciênia e doçura, escuta e aconselha o protagonista.
Já Cordélia, amiga de infância de Julieta, toma o papel da ama na narrativa e age como uma irmã mais velha preocupada.  Ou seja, esqueça um pouco a parte de “paciência e doçura” e acrescente no lugar “sinceridade e amor”.  Seu nome vem da peça Rei Lear.
Gostei muito do final dos dois!

Antonio - Neto de Conrad, é um amor de garotinho,  amigo leal de Julieta, mas não sabe que seu companheiro de aventuras “Odin” é, na verdade, uma mulher. Referência mais provável ao Antonio de Mercador de Veneza.

Conrad – Capitão Capuleto, é rabugento e controlador, cuidando de Julieta e esperando ansiosamente o dia de derrubar os Montéquios do trono; por isso não desafie suas capacidades como guerreiro.. Você vai se dar mal.

Francisco e Curios – Melhores amigos de infância e amigos de Julieta, ambos acabam tendo uma quedinha pela menina. Com personalidades opostas – Francisco é fechado e sério, enquanto Curios é mais alegre , elegante  e cabeça fria – fazem uma boa dupla dinâmica e (Giulia vai pirar de felicidade quando eu escrever isso...) dariam um bom par yaoi! Queria que eles acabassem juntos!! Eles me lembram um pouco o Kurogane e o Fai de Tsubasa Chronicles.

Teobaldo – Egoísta, amargo, misterioso e leal aos Capuletos, esconde um grande segredo sobre seu nascimento e "uma sede por sangue", como diria titio Dante.

Os pais de Romeu – Lorde Montéchio não dispensarei muito tempo. Ele é um monstro consumido por ódio; um vilão digno de medo e vários xingamentos ao longo do anime. Porém também digno de pena.
E Lady Portia... por que diabos ela casou com aquele homem você nem ninguém nunca vai saber! Ela é inteligente, compreensiva e nem liga pro fato da Julieta ser Capuleto.. Pra vocês sentirem o nível, quando a série começa Portia já se separou do marido e vive em um convento.

Mercuccio é, na minha opinião, o personagem que a autora mais mudou a personalidade na história. Enquanto no livro Mercuccio é impulsivo e leal, no anime é um menino mimado, ambicioso, calculista e interesseiro. Não preciso dizer que, nessa versão, não gostei dele, certo?

Os outros.. bem, deixarei para vocês descobrirem assistindo! Tem 24 episódios só, lotados de história! Vi rapidinho.



Por fim, as cenas de romance são absolutamente lindas!

Eles:











Eu: 

 E as de luta e os dramas muito bem feitos também! A-do-rei!!!! Se vocês tem um tempinho sobrando, podem assistir que é bem legal!

Vou deixar dois amvs pra me despedir:

Um mais ligado as lutas e partes tensas. Bom, mas lotado de spoilers (se não quiser saber o final do anime não veja até o final do amv):


E um mais romântico; afinal, é de Romeu e Julieta que estamos falando (!):



Bjkss Pimpa ;)

26 janeiro, 2013

What's on my Ipod: Clarice Falcão


Alguém aí já ouviu falar de Porta dos Fundos?

Então, é um canal no youtube de comédia bem legal e que falarei mais sobre ele.. algum dia.  Quando fizer isso, posto um link aqui relacionando a postagem, mas por enquanto deixo só um relacionando ao canal mesmo: Porta dos Fundos.

Ah! E não, essa postagem não é sobre ele.  É na verdade sobre ela.

Ela? Bem, de quem realmente quero falar hoje é de uma das integrantes desse grupo de comédia: a hilária Clarice Falcão e suas músicas.

Comediante nata, dotada do tempo da comédia, Clarice consegue encenar (espero ahah) os papéis de louca, obsessiva e psicótica com perfeição.  Normalmente atuando justamente essa personalidade em Porta dos Fundos e tornando ainda mais conhecido seu trabalho, a atriz passou a lançar músicas originais no seu canal do youtube bem na vibe de Overly Attached Girlfriend.


Com uma voz melodiosa e traços de inocência, Clarice canta músicas doces com letras assustadoras, do estilo “a gente ia para o necrotério ficar brincando de sério” ou “se eu mostrar o cianureto que eu comprei  pra gente se matar” e, ao mesmo tempo que coloca uma bonita melodia na sua cabeça (quase impossível de tirar), faz você rir e se divertir com as loucuras da personagem.



Seu primeiro vídeo-canção como namorada psicótica - A Gente Voltou - data do dia 07/11/2011 (tinha que ser dia 11 também, para ser mais épico!).  Já sua primeira grande experiência musical como cantora iniciou-se, contudo, em 2003, como vocalista na trilha sonora de "Lisbela e o Prisioneiro".


Filha do cineasta João Falcão e da roteirista Adriana Falcão, fez cinema na Puc-Rio e lançou um curta com roteiro escrito pela mãe chamado "Laços", com a música original em inglês "Austrália"; segundo ela, a primeira música séria que escreveu.  Dirigido por Flávia Lacerda e protagonizado por Clarice Falcão, Célio Porto e Jô Abdu; o curta, ganhou o concurso internacional "Project Direct" do youtube e participou do Festival de Sundance, 2008 - principal festival de cinema independente nos EUA.

(O curta é maior, okay, galerinha? Aqui só consegui encontrar um vídeo com uma parcela da obra, mas com a música Austrália completa)


Suas músicas atuais tem certos níveis de loucura e obsessão, conseguindo misturar isso com.. fofura.  Original, não?

A primeira que conheci é de um nível bem alto de psicose e está no Canal Parafernalha.  É também uma das minhas preferidas suas e criaram um clipe no Porta dos Fundos com ela:
"Oitavo andar"    
                                                             
Mas nada barra a insânia “Macaé”:


Por sua vez, a música que melhor combina fofura com loucura é, para mim, “De Todos os Loucos do Mundo”:


Enquanto a música mais bonitinha e relativamente normal (comparada às outras) é “Monomania”:


Quem quiser ouvir mais dela, aqui está o seu canal:
http://www.youtube.com/user/falcaoclarice/videos?view=0&flow=grid

E para completar a postagem não posso deixar de colocar um vídeo estrelado por ela e pelo Rafael Infante no Porta dos Fundos na qual Clarice desempenha seu papel como namorada obsessiva e desesperada: ahahhaha


Então é isso, gente!
Espero que tenham gostado,
Bjkss Pimpa ;)


15 dezembro, 2012

Resenha de "Entre o Amor e a Paixão"

Título Original: Take this Waltz
Data de Lançamento: 7 de dezembro de 2012
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 116 min
Diretor e Roteirista: Sarah Polley
Fotografia: Luc Montpellier
Música: Jonathan Goldsmith
Elenco: Michelle Williams, Seth Rogen, Sarah Silverman, Luke Rogan
Produtor: Susan Cavan, Sarah Polley
Produção: The Harold Greenberg Fund
Sinopse: Margot tem 28 anos e vive um casamento feliz com Lou, um amável escritor de livros de culinária. Ela então conhece Daniel, um artista que mora do outro lado da rua, e as certezas sobre a sua vida doméstica se desfazem.

Sinceridade? Uma palavra poderia definir esse filme: monótono.
Sei que serei linchada por isso, pois várias outras resenhas desse mesmo filme pela web dizem exatamente o contrário, mas sigam meu raciocínio até o final antes da "humilhação em praça pública" (piada interna para quem viu o filme hehe uma cena logo do início é a representação atual de uma punição medieval em um parque temático).

Vamos começar pela história.
Margot (Michelle Williams) é uma escritora freelancer e se interessa a primeira vista por Daniel (Luke Kirby) em uma viagem a trabalho, sendo, porém, casada com Lou (Seth Rogen). O problema é quando, na viagem de volta, Margot descobre que Daniel é ninguém menos do que seu novo vizinho, complicando um pouco a situação.

Casada há 5 anos, a vida do casal já entrou na rotina; não é, porém, infeliz.  São amigos e se amam, mas o fogo da paixão já sumiu faz muito tempo e isso faz falta para Margot, quer dizer, ela anseia por algo novo.  Não consegue, contudo, definir que "algo novo" é esse, ou o que a incomoda na própria vida.  O casal começa a ver, portanto, o relacionamento deteriorando-se não se sabe como nem porque, nem o que fazer para impedir.

Os encontros com Daniel, premeditados por ambos (que começam a seguir um ao outro), renovam um nervosismo antigo sentido por Margot e consumam o início de uma paixão, cheia de promessas e sonhos.  Assim, o nome do filme em português, apesar de não tão poético como "Aceite essa valsa" (Take this waltz), define exatamente o conflito interno da protagonista.

Não define porém o que, na minha visão, é o real problema dela.  O longa é repleto de falas-metáforas sobre o próprio filme, como por exemplo:

"Eu me lembro quando minha sobrinha, Tony, era recém-nascida.  Eu tomava conta dela algumas vezes e ela chorava, como bebês fazem.  Nove vezes de dez eu conseguia resolver o problema, mas... algumas vezes, quando estou andando pela estrada e um raio de luz do sol incide de uma certa maneira na estrada eu simplesmente quero chorar.  E um segundo depois, acabou. E eu decido, porque sou uma adulta, a não sucumbir a melancolia momentânea.  Acontece o mesmo as vezes com Tony.  Ela somente teve um momento assim.  Um momento que, sem saber como, ou por que, ela só se deixa levar.  e não havia ninguém que pudesse fazer ela se sentir melhor - era só ela, e o fato dela estar viva, colidindo."

Ao que Daniel responde:

"Ou talvez você não tenha simplesmente descoberto o que é."

Em ambas, Margot tenta expressar a incapacidade de entender porque não está satisfeita com a própria vida.  Está inquieta e impaciente. Incompleta.

É essa a questão, o que falta, na verdade, não é uma nova "paixão", o marido poderia ser tanto Lou, como Daniel que o resultado seria o mesmo; o que ela precisa é aquilo que todos os seres humanos buscam, um sentido para a própria vida, esse algo mais que as vezes falta.

Geraldine (Sarah Silverman) - a irmã alcoólatra, mas já em reabilitação, grande amiga de Margot - diz em certo momento do filme justamente isso para a protagonista, comparando sua fuga pela bebida a tentativa da outra de completar a própria vida com algo como Daniel.

O filme, dessa forma, cumpriu ao que se propôs, quer dizer, estabeleceu uma história mais próxima do real de muita gente por aí, transparecendo a inquietude e a monotonia do cotidiano de Margot.  As filmagens paradas, as músicas lentas e depressivas, os momentos de solidão constroem perfeitamente a chatice da vida da outra. Tornam o longa, entretanto, chato a vera também!

No meio do filme eu já não ligava mais de Margot ia querer ficar com Lou ou com Daniel, ou ia descobrir que sua vocação era ser astronauta e ir pra NASA, tudo o que eu queria é que aquilo chegasse ao fim.  Eu sou super adepta de filmes não-Hollywoodianos, mas cenas de 5 minutos mostrando Lou cozinhando e Margot olhando o nada repetidas vezes me fizeram considerar a possibilidade de sair da sala.

Além disso, Margot é uma personagem muuuuuito irritante.  O nível de indecisão dela supera até o meu e torna ela tão inconclusiva e agoniante que te dá vontade de entrar no filme e chacoalhar ela pelos ombros gritando "ACORDA MULHER! ESCOLHE, DROGA!". 

Ao mesmo tempo, a relação dela e do marido, apesar de fofinha, tem umas brincadeiras tão esquisitas... Por exemplo, os dois gostam de falar o que de horrível fariam com o outro e aquele que falar o que faria de mais terrível não só ganha a brincadeira como seria aquele que "ama mais".
Assim eles passam incontáveis cenas dizendo um pro outro coisas do tipo:

"Eu te amo tanto que estupraria você com duas tesouras fazendo vocês sangrar até morrer."

E eu juro que não inventei essa fala.  Ela existe mesmo.
Assustador, não? 

Aqui vai o trailer:


O trailer é bem legal, né? hahaha bem animado e com, na minha opinião, a melhor fala do longa (aquela que transcrevi), mas enfim.. ahhaha

Em suma, não importa o quanto a crítica fale bem desse filme, ele pode até ter passado o que ele queria passar, mas não me fez ter vontade alguma de refletir, só de dormir, então para mim não foi uma boa obra nem provocou a reação esperada.
Não recomendo, mas tem muita gente renomada por aí recomendando, logo você pode acabar gostando!
Bjkss Pimpa ;)

12 dezembro, 2012

Resenha de "Meu Vizinho Totoro"


Oiiiiii, genteeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!

Quanto tempo!! Sentiram falta de mim? =D
(Por favor, não respondam. Tenho medo da resposta. rs)

Pois é, né? Não posto faz quase 8 meses! Mas tenho uma desculpa muito boa esse ano que se chama “vestibular”.  Essa criaturinha acaba com a sua vida social e te tira das órbitas durante um ano inteirinho, colocando você no incrível novo mundo da paranoia pré-prova.
Mas agora, depois de diversos compromissos,provas e simulados, estou LIVRE! LIVRE!  LIVRE! MUAHAHAHHA

“Liberdaaaaaaaaade;  Liberdaaaaaaaaaaaaade; Abre as asas sobre nós..”

E agora que vocês estão devidamente apresentados corram para as colinas é hora de comemorar essa vibe alegre de férias com gostinho de vitória!  Para isso, vou falar hoje de uma das melhores animações de todos os tempos que já passaram nas telas: Totoro!

O diretor e roteirista, Hayao Miyazaki, é também o mestre por trás das conhecidíssimas obras (te desafio a dizer esses nomes em voz alta):

 O castelo no céu -Tenkû no shiro Rapyuta 
 Serviço de entregas da Kiki- Majo no takkyûbin 
Princesa MonokeMonoke-hime
O castelo animado - Hauru no ugoku shiro
A viagem de Chihiro - Sen to Chihiro no Kamikakushi (Paixão geral da nação e my personal trauma infantil. Só vi esse filme uma vez, no cinema, quando lançou e lembro de algumas partes assustadoras até hoje. Uma palavra: porcos. O.o .. Se você viu, sabe do que estou falando...)
E o incrível Meu Vizinho Totoro -  Tonari no Totoro.

O longa animado de 1988 apresenta a história de duas irmãs que se mudam com o pai para um local mais próximo ao hospital em que sua mãe,de saúde frágil, se recupera de uma longa doença e está prestes a voltar a viver em casa.

As duas irmãs estão beeem animadas com a mudança para a grande e antiga casa com seu lindo jardim e tomam, logo no primeiro dia, um susto com os pequenos seres de fuligem que ali moram. 

Perto da casa, Satsuki (irmã mais velha) e Mei (mais nova) descobrem uma enorme árvore – um pouco parecida com a árvore do Rei Leão. Lá, depois de uma passagem secreta a casa do grande Totoro, as meninas passam a ter incríveis aventuras com vários seres mágicos da floresta , dentre eles duendes, pequenos espíritos e "mini" totoros.

(Os totoros seriam os deuses da floresta.)

Nesse meio tempo, Satsuki e Mei conhecem seus vizinhos, fazem novos amigos e começam a se acostumar com a vida que levam em uma cidade diferente. Assim, aparecem personagens como a vovó Nani - divertida e misteriosa - e o tímido Kanta - vizinho e colega de sala de Satsuki.


Quando, porém, o fim da internação da mãe é adiado, o medo toma conta de Satsuki, que teme perder a mãe.  Assustada também com a reação da mais velha, Mei - apesar de não entender direito o que está acontecendo - foge com legumes frescos para entregá-los à mãe no hospital, pois na sua mente infantil acredita que “verduras frescas fazem bem para a saúde” e que podem curá-la.


O filme do estúdio Ghibili é muito bonito e doce; ótimo para se assistir com a família ou com os irmãos menores.  As lindas paisagens e cenas são inspiradas, inclusive, na infância de Miyazaki, que teve sua mãe hospitalizada quando era menor. Também apresentam uma leve influência das "Aventuras de Alice no País das maravilhas" de Lewis Carrol, como por exemplo na parte que Mei encontra a passagem secreta seguindo o pequeno totoro.
São 86 minutos de puro encanto!! É considerado por muitos o filme do Hayao que melhor captura essa mágica da infância, apresentando uma mistura de simplicidade com toques tão viajadamente fantásticos!  

Não acreditam? Pois bem! Chutem a produtora... A Disney!!  Isso mesmo, se a Disney produziu esse filme no mesmo ano de Cinderella, não tem como não ser mágico.

As músicas de Hisaishi Jo  também são muito bonitas, nunca vão sair da sua cabeça (muahahhahahah)



Totoro ototro.. totoro totoro . tananananananananana nananannananannanannaan

E como eu via na casa da minha avó em VHS (*O*) quando era menor, faz sentido esse filme ser tão mágico pra mim. Tenho até o bichinho de pelúcia e um chaveirinho!!

Tem de tudo do Totoro, na verdade. O filme é tão bom e tão lindo que o personagem em si do "Totoro" virou símbolo do Ghibili Studios e febre, acho que até pia de totoro (?) deve ter..

Mas se querem saber uma curiosidade, enquanto a estréia de bilheteria não teve o sucesso esperado, os bichinhos de pelúcia do Totoro lançados em 90 venderam quase o suficiente para, sozinhos, sustentarem o estúdio inteiro!


Vocês não tem noção do quanto eu sonho com essa cama....




 


Outra curiosidade?  já vou avisando, essa daqui é bem mórbida!

Bem, existem rumores de que a história é baseada em um caso semelhante que aconteceu há duas irmãs no interior do japão também chamadas Satsuki e Mei.  Só que nesse caso, o final não era tão bonitinho não..
Mei, ao se perder, teria realmente se afogado no lago e a irmã mais velha, que não conseguia aceitar a morte da mais nova, teria se suicidado depois de procurar desesperada pelo "Deus da Morte" (o que seria representado no filme pelo Totoro).  A parte mais bizarra é que relatos contam que a "Satsuki real", antes de se matar, divagou histórias sobre um "gato e um guaxinim gigantes".

Mas vocês conhecem essas lendas urbanas tão bem quanto eu... Costumam ser tão verdadeiras quanto a Xuxa ter pacto com o diabo.

...Se bem que, no formol do jeito que ela está a gente nunca sabe!

Voltando ao filme.. Aqui temos uma réplica da nova casa da família:



Fiquem também com o trailer do filme (acho que esse é fanmade, mas eu gostei):


E para fechar com chave de ouro, olhem que máximo:
















Ah! Para que não role nenhuma dúvida: Super recomendo, não importa a sua idade!

Ps. A Mei é a minha personagem preferida!!!! E a de vocês?
Ps2. Eu sempre quis fazer carinho no Totoro!
Ps3. CARA, eu SEMPRE quis entrar naquele gato. Imagina como aquele "chão" deve ser fofinho?? Sem brincadeira, já sonhei com o ps2 e o ps3 mais de uma vez!! aahahahahahah

31 março, 2012

Resenha: "Os Quatro Grandes" de Agatha Christie

Título Original: The Big Four (É sério, o nome é esse mesmo. Acho que esse foi um dos casos que o título brasileiro, traduzido, ficou com uma pronúncia melhor do que em inglês....)
ISBN: 9788525418944
Ano: 2009
Número de páginas: 208
Editora: L&M Pocket
Sinopse:“Poirot está se preparando para sua primeira travessia transatlântica. O destino? A América Latina, mais precisamente o Rio. Mas pouco antes de embarcar, um homem invade a casa do investigador. O intruso se comporta como um louco, chamando por Poirot, rabiscando febrilmente o número 4 e balbuciando palavras desconexas. Até que, como num transe, começa a falar sobre os Quatro Grandes. Mas quem são eles? Uma organização clandestina? Hercule Poirot se vê em meio a uma intriga internacional, que envolve armas secretas, sequestros, laboratórios subterrâneos e fugas de tirar o fôlego.

Sim.  Mais um livro de Hercule Poirot.

Esse cara é um saco, eu sei, convencido e quase onisciente, mas os livros continuam sendo legais.  O bom é que o livro é contado do ponto de vista do Hastings, que faz um contraponto bom com o chatonildo sabe-tudo do Poirot.  Como Poirot gosta de se referir a Hatings, “Um amigo leal.”  Adoro ele! 

Admito que, apesar de fugir um pouco dos livros estrelados pelo brilhante Poirot, quero ler todos os quais Hastings aparece!  Acho um ótimo personagem.

Já a linha do livro é um pouco diferente dos outros “tradicionais” da nossa querida Agatha. 

Por quê?  Bem, com certeza não é pela menor quantidade de mortes, pois muuuuuuitas pessoas morrem nesse livro; também não tem a ver com uma menor genialidade de cada um desses episódios fatais, uma vez que Christie não nos desaponta em sua perfeição criminal; mas sim em relação ao clima de suspense do livro. 

Diferentemente de alguns outros que já li de sua autoria, a vibe do livro é mais de filme de suspense policial – com grandes sequestros, situações de vida ou morte com os personagens principais, ameaças e um leitor/telespectador sofrendo agoniado na frente do livro/TV – do que uma história repleta de uma crescente investigação mais o acúmulo de históricos e detalhes. 

Dessa forma, a narrativa torna-se mais dinâmica e veloz, repleta de cenas de ação e perigo.

Já os grandes vilões dessa história são retratados através dos diversos crimes e comandos de uma poderosa gangue: “Os Quatro Grandes”.  O grupo é formado por 4 perigosos e espertos integrantes, cada um com a sua “qualidade especial”, inteligência, riqueza, habilidade de disfarce e execução, e vastos conhecimentos científicos; o problema, na verdade, é quem assume cada uma dessas identidades e, se identificados, como desmascarar pessoas com tanto poder nas mãos?  Talvez, seja esse o mais difícil caso de Hercule Poirot.

Assim, depois da visita inesperada de um “louco” fugitivo, Poirot passa a seguir e investigar obsessivamente todos os crimes com os quais crê que os 4Grandes estejam relacionados.  No entanto, o célebre detetive não está lidando com um simples criminoso, mas com toda uma máfia de influência mundial!  Será que dessa vez ele consegue?

Apesar, de não ter sido meu livro preferido da Agatha Christie, também não foi o que eu menos gostei e tem um estilo diferente do normal dela como escritora, logo, eu indico.  Vale a pena a leitura e nem é muito grande haha

E essa foi a resenha do mês como tema “serial killer” pro Desafio Literário. Espero que tenham gostado!

Bjksss,
Pimpa ;)

23 março, 2012

Resenha: "Jogos Vorazes" - O Filme


Diretor: Gary Ross
Roteirista: Suzanne Collins, Billy Ray e Gary Ross
Título Original: Hunger Games
Lançamento: 23 de Março de 2012 (Ou seja, hoje. Quer dizer, tecnicamente, ontem.)
Gênero: Ação
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Duração: 142 minutos
Elenco: Jennifer Lawrence (X-men: Primiera Classe), Liam Hemsworth (A Última Música), Josh Hutcherson (Ponte para Terabítia), Elizabeth Banks (Três vezes Amor), Stanley Tucci (O Diabo Veste Prada), Lenny Kravitz e Donald Sutherland (Orgulho e Preconceito)

Baseado no livro "Jogos Vorazes" de Suzane Collins (gente, que hipster! Fiz a resenha antes do filme ser lançado! - Para lê-la, clique no link no nome do livro), primeiro da série de mesmo nome, o longa promete dar "ibope" no público, principalmente adolescente.

Com uma estimativa de 130 a 140 milhões de dólares de lucro (surreal esse número! quem dera..haha), já se prevê que a série, apesar de possuir somente três livros, (eu queria que tivesse maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais, mas não vou reclamar porque gostei do final..) será contada em quatro filmes, dividindo-se o último ("Esperança") em dois.

Mas do que se trata essa coisa afinal?  Para aqueles preguiçosos cansados leitores de sexta a feira a noite, que realmente não estão a fim de ler a minha resenha do livro -

Leitor do Blog distraído: "Que resenha?"
Blogueira eu mais distraída ainda fofa P: Essa resenha ----> AQUI -

 vou colocar aqui uma bem resumida sinopse da história (para uma mais completa, clique no link acima):

Katniss (Jennifer Lawrenceé uma garota de 16 anos do Distrito 12.

Desde a rebelião contra a capital, os 12 Distritos vivem em uma delicada situação financeira e precária qualidade de vida de sua população, que trabalha para abastecer a Capital.

Katniss não foge a regra, e caça escondida para sustentar a mãe viúva e a irmã mais nova, Prim, a pessoa que mais ama nesse mundo.  Como uma forma de relembrar e alertar a população do poder da Capital e da impotência da população, tentando controlar qualquer tipo de revolta,a própria Capital promove uma vez por ano um grande festival chamado os "Jogos Vorazes" (Hunger Games), no qual cada distrito deve oferecer dois tributos para lutarem até a morte em um grande "reality show".

Para salvar a irmã, sorteada como tributo, Katniss se voluntaria, tomando o lugar da caçula.  Junto com ela, é sorteado Peeta (Josh Hutcherson) , um garoto com o qual mantêm uma antiga e secreta lembrança em comum.

Jennifer de várias formas diferentes como Katniss
Jennifer Lawrence faz uma ótima Katniss!  Ela atua bem e é a cara da Katniss, na minha opinião.  Eu super imagino a Katniss assim e ela fez muito bem o gênero de durona dela!  Apesar de ter preferido a personagem no livro, creio que é porque no livro tudo é sempre mais completo, além de que nele eu podia ler seus pensamentos ; já no filme, não é como se ela contasse a história, mas a história a seguisse (ela é a protagonista, mas não é a narradora); dessa forma, obviamente não temos a Katniss por inteiro.

De qualquer forma, Jennifer conseguiu passar bem a ideia, o carácter e o jeito dela.  Gostei.

Preciso dizer q é o  ♥  Josh??
Sobre o Josh Hutcherson, o que posso dizer?  Não tenho como ser imparcial... Quer dizer, ele é fofo e lindo! He.  O que eu quero dizer é que o Josh faz um bom Peeta, mesmo que o cabelo dele seja melhor castanho do que loiro.  Novamente comparando com o livro, acho que o Peeta do enredo era mais "coitadinho" do que no filme, pois deixavam mais explícito que Peeta nem sabia que toda aquela história era encenação; ou seja, que ele falara a verdade desde o início.  Ademais, tinham mais cenas fofas com o Peeta e mais detalhes, mas isso é normal.  De qualquer forma, acho que o melhor ator que poderia ter feito o Peeta é o Josh mesmo, que já tem aquele jeitinho fofo que combina e sei lá, ele tem a aura do Peeta.

Acho que a escolha de elenco foi mesmo muito boa, porque mesmo que alguns atores não fossem lá muito semelhantes aos personagens da série, todos eles tinham as auras dos personagens.

Cinna (Lenny) lindo e Katniss (Jennifer)
Por exemplo, o Cinna (Lenny Kravitz) , pelo o que eu lembro, tinha olhos verdes e não era negro, mas eu ADOREI esse novo Cinna! Lenny conseguiu entender muito bem a essência do Cinna e passá-la de um modo que, bem, eu já adoro o Cinna no livro, e, no filme, eu consegui gostar dele tanto quanto  (é que é muito difícil eu gostar mais ainda dele no longa, porque eu já gosto muuuuuuuuuuuuuuuuuuito dele no livro, muito mesmo!).

Woddy Harrelson como Haymitch,
Estilo: Sawyer
Outro diferente é o Haymitch (Woody Harrelson), que no livro tem cabelo castanho encaracolado (se não me engano) e no filme tem o cabelo liso com mechas loiras, o que acabou deixando-o igualzinho ao Sawyer, interpetado por Josh Holloway, em Lost.  Não me importei.  Haymitch já tem uma vibe entre Sawyer e House, por isso, acho que combinou.

Elizabeth Banks como Effie Trinket
Estilo: Vampira
Já a Effie, Elizabeth Banks, (a prima de terceiro grau da Umbrigde) e seu cabelo rosa..... Ela ficou muito esquisita no filme! Ainda gostei dela e da "afetadice" inicial um pouco irritante, mas que depois é engraçada, mas ela ficou parecendo um vampiro de rosa com aquela maquiagem e roupa.  Eu sei que foi de propósito, mas mesmo assim..

Falando em vampiros e cores, eu achei a filmagem um pouco escura demais.  Concordo em escurecer em alguns momentos de acordo com momentos mais tensos do filme, porém eu sinto como se faltasse cor quando o filme inteiro praticamente passa com uma tela mais dark.  Isso é definitivamente algo que eu gostaria de dizer pra os estúdios de "Harry Potter", que fizeram isso MUITO no 5, 6 e o 7 (nas 2 partes) e são os mesmos estúdios de Jogos Vorazes, mania chata!

Outra coisa que não gostei da câmera foi que ela ficava se mexendo demais!  Dar uma tremida e um zoom de vez em quando nesses filmes com cenas de ação mais... hm.... realísticas (sanguinolentas) é bom pra dar mais veracidade a cena.  Acho que ajuda na hora da construção de uma cena mais dramática, ou até pra mostrar o ponto de vista de um determinado personagem em certo momento da história. Agora, o tempo todo tremendo e em zoom incomoda!

E o momento que a Katniss é picada pelas teleguiadas e alucina?  Geeeeeeeente, o que foi aquilo no filme?!?  A tela quicando, indo e voltando, parecia remix!

Já o roteiro, por outro lado, foi muito bem feito!  Estão de parabéns, além de obviamente a Suzanne Collins, tanto o Billy Ray, quanto o Garry Ross.  É claro que cortes foram necessários, e que sim, o livro é melhor, mas a adaptação foi bem fiel até.  Aprovada.

Como Katniss é, assim como comentei anteriormente, protagonista e não narradora, o filme não apresenta só o ponto de vista dela, diferentemente do livro.  Dessa forma, pode apresentar conversas privadas do presidente Snow, ou até a rebelião no Distrito 11, o que Katniss só chegaria a saber no segundo livro, "Em Chamas".

A única coisa que eu não gostei mesmo da adaptação, além de alguns cortes (tipo uma parte maior de  tempo que a Katniss passa com a Rue, ou o pai do Peeta e o Presidente Snow falando com ela antes dos jogos) foi a questão de terem sumido com a Madge no filme (a filha do prefeito) e não ser ela a dar o tordo para a Katniss, mas ela comprar o tordo, o que fez com que perdesse um pouco o sentido e a graça do broche.  Também senti muita falta do pão que o Distrito 11 comprava pra Katniss que não apareceu e era muito lindoo.

Agora, voltando aos personagens...
Liam Hemsworth como Gale
Estilo. Ponto.

Gale (Liam Hemsworth) foi exatamente o que eu imaginava dele!  Tudo bem que ele não apareceu muito, mas o jeito de falar, a aparência física, tudo do Liam me lembrou o Gale!  Arrasaram nessa escolha.  (E, gente, uma frase: Um filme que tem o Josh Hutcherson, o Alex Ludwing e o Liam Hemsworth NÃO pode ser ruim.) 

A Rue (Amandla Stenberg) ficou perfeita também!  Muito fofinha e boa atriz!  Fez um dos papéis principais em Colombiana que lançou em agosto 2011 (não faço ideia de qual seja esse filme...).

Já o Cato... bem, não sabia que o Alexander Ludwing  conseguia fazer um personagem tão sádico! 

A parzinha do Cato... qual mesmo o nome dela? Ah, sim!  Clove (Isabelle Fuhrman).  Ela me dá medo.  Mas tudo bem, porque ela sempre me deu medo, desde que apareceu no livro.

A Prim (Willow Shields) ficou parecida também, apesar de aparecer somente o lado mais frágil dela no filme, ao invés do mais alegre, otimista e delicado que também é evidenciado na série.  

Ah! E o Donald Sutherland como Presidente Snow, apesar de não ter aparecido muito nesse filme, acho que dará um bom vilão.

Por fim o único personagem que eu acho que não combinou: Caesar Flickerman.  Nada a ver colocarem o Stanley Tucci!  Eu adoro ele, mas ele não combinava em nada com o Caesar, tanto em personagem como aparência quanto em jeito do personagem.  Não gostei dele como apresentador, imaginava algo completamente diferente.

Todos eles felizes e vivos na realidade. Não se preocupem É sóóó um filme.

Eu acredito que o filme é bom e que vai ter uma repercussão positiva grande, não só (apesar de principalmente) entre adolescentes, como entre adultos que gostam de estilos mais ficcionais também.  Porém NÃO LEVEM crianças.  Te umas cenas meio fortes para crianças no filme.  Existem filmes muito mais pesados, claro!  As cenas nem são tão pesadas quanto no livro, na verdade, mas a ideia de crianças matando outras crianças não é legal para alguém com menos de 12 assistir mesmo... 

Vou deixar o trailer pra vocês:


E sabiam que os muppets fizeram uma versão paródia do trailer? Sério! Vejam:



Acho que é isso, né?  A minha indicação é: vejam, contudo leiam a série também!
Bjksssssssss Pimpa ;)

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